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Trabalhar depois da reforma: as boas notícias!

Você tem mais de 50 anos de idade? Então este artigo é mesmo para você!
Você tem menos de 50 anos de idade? Humm...nesse caso, também é mesmo para você! Não acredita? Ora leia....

Palavras-chave:
TALENTO > COMPETÊNCIA > INTELIGÊNCIA > MATURIDADE > SABEDORIA > BABY BOOMERS >>>

Muitas pessoas, à medida que se aproximam da meia década de vida, começam a ficar demasiado preocupadas com a idade e o natural envelhecimento. Algumas alteram, de imediato, o estilo de vida. Mudam de hábitos alimentares, correm para os ginásios, começam a praticar cicloturismo ou jogging, numa corrida contra o tempo na esperança de travarem os sinais da idade. Outras investem em operações plásticas para reduzirem e disfarçarem as marcas do tempo e dos excessos.

Todas estas preocupações são normais e até legítimas desde que não se transformem em paranóia ou descambem para comportamentos obsessivo-compulsivos e elevem o neuroticismo e o stresse.
Na verdade, o envelhecimento deve ser entendido como um processo de desenvolvimento, pelo menos até ao fim da 3ª idade (cerca dos 75 anos). Não se justificam medidas desesperadas devidas ao medo de se "parecer velho".

É óbvio que isto tem tudo a ver com factores culturais pois no Ocidente o "ser-se velho" é sinónimo de senilidade, aborrecimento, reumatismo, artroses e outras maleitas pouco simpáticas que acabam, muitas vezes, por servirem de justificação para nos despacharem para um qualquer lar de idosos.

No mundo actual, ter-se mais de 50 anos de idade é cada vez mais vulgar. Com o decréscimo da natalidade nos países em desenvolvimento e o aumento da longevidade é evidente que haverá cada vez mais pessoas idosas. Ou melhor, mais sábias.

Mas as boas notícias abundam. Quem estiver ainda na casa dos 50 pode contar, de futuro, com a medicina da longevidade para prolongar a sua passagem na Terra. Ou seja, muitas pessoas desta faixa etária poderão viver facilmente mais 50 anos! Surpreendido?

Veja as boas notícias:
A medicina do futuro vai sofrer grandes transformações e prevê-se que daqui por uns 10 a 15 anos se divida nas seguintes categorias:
Medicina Predizente: mantém a pessoa, saudável, sob vigilância médica, prevendo as doenças antes que apareçam.
Medicina Preventiva: detém ou evita doenças e disfunções.
Medicina Recuperativa: memória, mobilidade e saúde em geral é recuperada (é a forma de medicina tradicional).
Medicina Regenerativa: regenera ossos, músculos, órgãos e células. Medicina da Longevidade: prolonga a vida, mantendo a saúde e a produtividade dos indivíduos.
Medicina de Otimização: desenvolve todo o potencial mental e físico dos indivíduos para lhes proporcionar o desempenho máximo ao nível da saúde.
Medicina Substituidora: proporciona substitutos viáveis para o corpo e a mente das pessoas, para repor a funcionalidade saudável.
Medicina de Potencialização: melhora as funções mentais ou físicas com objetivos especiais, algumas eventualmente sobre-humanas (superdotação).
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Nota para os administradores mais novos:
Saibam que as gerações mais idosas (mais de 50 anos de idade), além de estarem cada vez mais activas e empreendedoras, também constituem um fantástico mercado para numerosos produtos e serviços!
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Continuemos.... :)

Os baby boomers, isto é, as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 são muitas. Só nos Estados Unidos serão cerca de 76 milhões. Os baby boomers constituiram o grupo demográfico mais influente do planeta. Foram eles que redefiniram todos os aspectos do mundo actual.

A verdade é que a sociedade tem necessidade de manter os altamente especializados mais tempo integrados na futura força laboral. O objectivo da medicina do futuro próximo não será apenas o de mantê-los vivos por mais tempo mas também mais produtivos e úteis.

Há muita gente que associa o envelhecimento à perda de faculdades. Ora, quando se goza de saúde, essa perda de faculdades é muito relativa. Além de diferenças individuais muito grandes, o chamado "declínio cognitivo" acontece de forma mais evidente a partir dos 75 anos ou em idades mais avançadas (e, mesmo assim, há cada vez mais excepções).

Os especialistas em envelhecimento costumam dar atenção aos seguintes aspectos: competência, cognição, personalidade, saúde, satisfação de vida e bem-estar psicológico. Vejamos o que cada uma destas áreas significa.

COMPETÊNCIA > traduz a capacidade da pessoa para lidar com os desafios e obrigações da vida e que lhe permitam ser autónomo. Envolve variáveis de tipo cognitivo, emocional e social.
COGNIÇÃO > diz respeito às atividades do pensamento, do raciocínio, da percepção, da memória, da aprendizagem, da criatividade e da inteligência, entre outras.
SABEDORIA > forma de conhecimento extenso que depende da experiência de vida, envolvendo alguma combinação entre inteligência e criatividade, e que permite obter um discernimento pragmático sobre os problemas e situações do dia-a-dia e/ou profissionais e sociais.
PERSONALIDADE > conjunto de caraterísticas que definem psicologicamente a pessoa e que sofre evolução com a idade. É constituída por uma personalidade-básica (com a qual nascemos), uma personalidade aprendida (por influência da educação e do meio) e uma personalidade escolhida (através das opções feitas ao longo da vida).
SAÚDE > estado geral do indivíduo e que está associado à noção de bem-estar.
SATISFAÇÃO DE VIDA > avaliação que permite às pessoas refletir sobre as discrepâncias percebidas entre as aspirações e a realizações conseguidas.
BEM-ESTAR PSICOLÓGICO > sentimento de satisfação que envolve a auto-estima, o ânimo, o equilíbrio afectivo, a auto-imagem e outras dimensões.

O que se perde e o que se ganha com a idade

Aquela visão cinzentona e deprimente que ainda vigora no Ocidente sobre o envelhecimento está, felizmente, a perder força. O envelhecimento é, nem mais, do que evolução e mudança, com maior ou menor sucesso. O envelhecimento é também algo que apresenta diferentes etapas sendo um processo gardual.

Felizmente que um número crescente de cientistas tem vindo a debruçar-se sobre o envelhecimento e desse trabalho estão a chegar-nos boas notícias. Vejamos, a título de exemplo, o caso de Portugal.

1º Em Portugal, entre 1960 e 2001, o fenómeno do envelhecimento demográfico traduziu-se por um aumento de 140% da população com mais de 65 anos de idade. Em 2001, esta faixa representava 16,4% da população total nacional.

2º O índice de envelhecimento (relação entre a população idosa e a população jovem) registou um aumento extraordinário (de 27,3 em 1960 para 102,2 em 2001), ou seja, há, actualmente, mais pessoas idosas do que crianças, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

3º Estima-se que, em 2005, haverá 2,5 idosos com 65 ou mais anos para cada jovem com menos de 15 anos.

Ok. E então? Com o aumento do tempo de vida a 3ª idade é agora uma fase activa da vida e passou a considerar-se uma 4ª idade a partir dos 70 ou 75 anos de idade.

As pessoas com mais de 50 anos têm cada vez mais uma visão optimista de vida: num estudo recente, 89% dos adultos associaram a meia-idade e os anos seguintes a aspetos positivos contrariando assim a ideia de um período de "crise".

Vários estudos confirmam também que a maior parte das pessoas envelhece de forma satisfatória ao longo da vida, mesmo nas fases mais avançadas.

O período designado como "3ª idade" ou dos "jovens idosos" (dos 55 aos 75 anos) é um período activo: aumenta a expectativa de vida; a boa forma física e mental é uma realidade ao alcance de muitas pessoas; existem reservas notáveis de habilidades cognitivas-emocionais; mais e mais pessoas envelhecem com sucesso (geral); há níveis elevados de bem-estar pessoal e emocional e verifica-se a adopção de estratégias eficazes de gestão de ganhos e perdas (relativas ao gradual envelhecimento).

As pessoas da actual "3ª idade" apresentam, em geral, uma elevada plasticidade e, por isso, mostram uma capacidade admirável para regular o impacto das perdas que também podem ocorrer (por exemplo, a nível físico).

O envelhecimento mental varia muito de pessoa para pessoa. Melhor saúde, mais informação, mais cultura e mais actividades físicas permitem que as pessoas com mais de 50 anos de idade possam desenvolver as suas capacidade cognitivas de forma quase ilimitada (na maioria dos países desenvolvidos a maioria daquelas pessoas mantêm um nível satisfatório ou elevado de inteligência e de funcionamento mental até cerca dos 70-75 anos de idade).

Que temos de novo?

Os negócios do século XXI vão ficar muito mais "agressivos" do que você possa imaginar. Liberte-se de uma série de crenças que aprendeu sobre a gestão e sobre as empresas. Não insista em ler ou aprender "mais do mesmo" pois as regras do jogo empresarial mudaram. Planeamento Estratégico? Já era. Círculos de Qualidade (kaizen)? Esqueça. Vantagem Competitiva Sustentável? Nada disso. (Eu estou apenas citando de cor a última aula do genial Tom Peters).
Os baby boomers (Tom Peters é um deles com os seus 65 vigorosos e criativos anos de idade) estão de regresso e em força. Renovados. Reforçados. E dispostos a re-inventar a gestão!

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Comentário de Casimiro Gomes Costa Martins em 7 outubro 2011 às 17:53
Achei interessante a mensagem, contudo permita-me que a questione em pelo menos um aspecto, havendo muito mais questões que evidentemente poderia questionar e conseguinte emitir a minha opinião pessoal. Hoje ter mais de 50 nos segundo o texto é estar ainda apto para diversas tarefas ditas diárias quando ainda não se tinha essa mesma idade, poderiamos olhar para a questão dessa forma, contudo devemos analisar e verificar que alguns (muitos) talvez da geração de 50 ou 60, hoje poderia olhar para o meu caso pessoal quando tinha 11 anos já trabalhava e chegado aos 60 anos de idade é evidente que de forma alguma poderia estar de acordo quanto ao poder trabalhar e estar apto até muito mais tarde, pois tal não é possível aos 60 são para muitos de nós 50 de trabalho, seja ele físico ou intelectual e além disso somos confrontados com pensões de reforma miseráveis que com certeza não nos ajudam a sobreviver muitos mais anos porque somos privados de muitas e muitas coisas que nos possibilitariam viver mais condignamente. Tudo isto é muito "bonito" mas na prática meu caro são milhares de pessoas que hoje chegados a esta faixa etária tentámos sobreviver contando apenas com a esperança de vida possível e fazendo a vida que eles políticos nos permitem fazer...
Comentário de A.amg em 28 agosto 2010 às 23:08
Dr. Nelson, sou novata por aqui... foi uma felicidade descobrir por acaso o site pesquisando sobre "crises de pânico, extrassístoles, e tudo que isso envolve, mas em outra oportunidade será muito bom maiores esclarecimentos sobre esse assunto, adianto que o que li me tranquilizou muito.. Nesse momento quero apenas manisfestar a minha admiração por todos os seus artigos, em especial "Código das emoções", é realmente um tema que me interessa muito. Parabéns! Abraços fraternos.
Comentário de Nelson S. Lima em 25 março 2009 às 14:02
Caro Gabriel Simões
Fico contente por partilharmos conhecimentos que nos são comuns e nos apaixonam. Aguardo notícias sobre o seu projecto!
Obrigado pela crítica aos meus artigos. São textos simples, despretensiosos e sem entrar em grandes detalhes para não atrapalhar os leitores menos conhecedores destas temáticas.
Abraço
Comentário de Gabriel Simões em 25 março 2009 às 13:41
Caro Dr. Nelson:
Vejo com muito interesse os seus artigos. Profundos, objectivos, renovadores, pragmáticos.
É aliás uma área que estudo há cerca de 5 anos e na qual me revejo a realizar uma projecto pessoal que tenho em mente.
Comentário de Nelson S. Lima em 17 fevereiro 2009 às 19:48
Cara Maria Tereza
Muito obrigado por partilhar comigo e os nossos leitores a sua experiência! Brevemente trarei mais matéria sobre este tema. Entretanto, desejo que continue a acreditar na Vida e em Si, nas suas potencialidades e nos seus amanhãs...
Nelson
Comentário de Maria Tereza M Guimaraes em 17 fevereiro 2009 às 17:46
Caro Dr. Nelson, agradeço seu excelente esclarecimento que foi feito em cima do meu comentario. Concordo em genero numero e grau. Pessoalmente , tenho uma interessante experiencia. Apos uma grande e inesperada mudança traumatica na minha vida, fiz um grande desafio a mim mesma: deixar para meus filhos uma lição de coragem e determinação. Graças a DEUS, com o grande poder ma mente e apoio familiar, consegui. Resumindo, comecei ate a fazer YOGA e aos 61 anos aprendi a plantar bananeira (posição invertida-cabeça no chão e pes para cima).
Comentário de Nelson S. Lima em 16 fevereiro 2009 às 0:08
Cara Maria Tereza
Muito oportuno o seu comentário. A relação da mente com o organismo é total. Muitas pessoas - incluindo os especialistas médicos - ainda separam as funções do corpo dos estados mentais. Ora hoje em dia sabe-se que a mente e o corpo fazem parte de uma mesma realidade ainda que se manifestando de forma aparentemente distinta. Na verdade, a um nível profundo do organismo, muito no interior remoto das células, a mente interage com as funções corporais e estas com as funções mentais. Nenhum mal-estar físico ou doença actua sem um estado mental associado, muitas vezes sendo este que despoleta, energiza e controla a evolução - para pior ou para melhor - a evolução da perturbação física. Da mesma forma, os estados corporais têm impacto na mente.
A medicina da longevidade é uma medicina holística que reconhece e respeita a ligação íntima entre os estados físicos e os estados mentais.
Comentário de Maria Tereza M Guimaraes em 15 fevereiro 2009 às 23:47
Parabens pela excelente reportagem. A dinamica desta nova era, não nos deixa nem tempo de pensar na velhice. O importante é sempre se sentir UTIL, ter atividades que façam nossos neuronios funcionarem, ser solicito com os necessitados, conviver com a familia e amigos, etc. Este ditado é profundo: Mente ociosa oficina do diabo. Maria Tereza.
Comentário de Nelson S. Lima em 3 fevereiro 2009 às 20:50
Cara Elisabeth,
Muito obrigado pelas suas palavras gentis e encorajadoras!
Participe também!
Comentário de Elisabeth Oliveira em 3 fevereiro 2009 às 20:34
Óbvio que só poderia ser um artigo do Dr. Nelson Lima. Um homem espectacular e sábio, um lutador... um vencedor... parabéns! Está um espectáculo!!!

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