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Boa tarde. Chamo-me Natasha e caracterizo-me como sendo uma jovem bastante preocupada e ansisosa. Portanto, desde a minha entrada na faculdade que quase diariamente sinto palpitaçoes.Ora, esta situação levou-me a procurar diversos médicos e diversas entradas nas urgências. Realizei muitos ECG, análises, Holter (que acusou 2 extrassistoles), contudo, os médicos dizem que está tudo dentro dos parâmetros normais. Assusto-me cada vez mais visto que penso ser uma doença cardíaca e possivelmente ser fatal. Por outro lado, tenho noção que poderá ser de foro psicológico mas, não consigo tirar os pensamentos maléficos e negativos que me invadem. Não percebo porque é que me senti assim de modo tão derrepente se antes era uma jovem bastante extrovertida e sem preocupações. Eu quero ficar livre destas palpitaçoes e livre destes pensamentos que me saturam.Estou farta de ter medo e preocupação com a minha próxima crise. Quero ser livre. Mas como?
Gostaria que me dessem a vossa opinião sincera pela interpretação deste texto.

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Comentário de Elizabeth Stolear em 24 outubro 2010 às 0:57
O maior presente seria a liberdade desses pensamentos dos quais nos escravizamos...Quero sair correndo numa praia, livre que nem comercial de tv, que vende saúde. Mas não é tão simples assim. Como expulsar nossos fantasmas acumulados durante anos????A vida é para ser vivida como um sonho bom e não como um pesadelo. Abraços.
Comentário de Elizabeth Stolear em 24 outubro 2010 às 0:53
Adorei o comentário do Nelson, tanto adoro e releio cada vez que tenho uma palpitação. Não chego a ter 500 eu creio, mas só as minhas 10 ou 20 nesses momentos de crise, se transformam em prêmio da megasena, se amplificam para 20000!!!! Penso estar nas últimas, e não estou, estou viva, caramba!!!E viver assim não é um sinal estar viva. Deveria estar grata a vida e não achar que posso perdê-la em cada esquina, a cada segundo. Queria crer nisso, mas n consigo. É algo mais forte do que eu. Até com São Jorge agarrado ao peito já dormi, e nem sou católica!!!rsrsrsrs Não sei se ele era cardiologista, mas como santo deve afugentar esses males de nós. Tento acreditar no meu potencial criativo e deixar esses trimiliques de lado, antes que seja tarde para curtir a vida como se deve. Adoro os comentáruos do Nelson, e aguardo avidamente por sua aceitação do meu pedido de amizade. Obrigada. Um abraço carinhoso do Brasil.
Comentário de Nelson S. Lima em 9 junho 2009 às 17:15
Caro Adelino,
Não posso deixar de concordar consigo. Sem dúvida que a nossa história intrapsíquica e o registo automático de memórias que lá se encontra tanto tem efeitos positivos como negativos na nossa saúde. A ansiedade e os seus anexos (medos, inseguranças, etc) têm um nascedouro algures no tempo passado e que chega a condicionar não apenas a nossa mente como todo o organismo.
Cumprimentos.
Comentário de Adelino Araujo em 9 junho 2009 às 16:35
Somos programados desde o ventre da Mãe,ansiedade da Mãe tristeza medos insegurança irritabilidade etc. etc. tudo é registado de forma inconsciente no ser que se está a desenvolver aqui comessa a construção psicológica desse ser,obviamente que os registos bons esses ficam tambem armazenados mas de forma positiva, mais tarde e em qualquer altura da vida vai acontecer o desplotar dessa somotisação de energias perturbadoras de vária formas, desde a ansiedade os medos insegurança baixa auto-estima e baixa auto-confiança. Os medos manifestam-se em estar longe de serviços de saùde com receio de poderem ser socorridos rapidamente, medos de sitios fechados ou com muito feluxo de pessoas, cinema, futebol, igrejas etc. Não é possivel tratar estes disturbios psicológicos começando pelos efeitos com psicotropicos « calmantes ou ansioliticos» mas sim tratando as causas. Todo o efeito tem causa. Os psicotropicos fazem esqucer esses efeitos mas, as causas continuam a existir. Quando a nossa mente toma consciência de uma forma sentida e revivida na regressão a outro tempo e espaço, logo essa energia será substituida de forma programada por novas e saudaveis energias comportamentais nomeadamente fisica e psicologicamente. Seja feliz. Adelino Araujo
Comentário de Nelson S. Lima em 9 junho 2009 às 16:04
A hipnoterapia pode ser eficaz mas depende de muitos outros factores, nomeadamente a história e a natureza da personalidade do paciente e a natureza das palpitações. Por uma questão de segurança deve-se começar por fazer um exame cardiológico para saber se se trata de um problema de origem eléctrica (ou outro) do coração ou psicológico (ou os dois ao mesmo tempo pois não podemos esquecer que os pacientes cardíacos sofrem facilmente de palpitações e arritmias). Não devemos esquecer que as palpitações são muitas vezes arritmias e 2 terços das mortes súbitas deve-se a elas. Por isso sugiro que, numa primeira fase, se faça um exame ao coração e ao seu funcionamento. Descartada a hipótese de doença cardíaca então a probabilidade é ser uma perturbação de origem nervosa e intrapsíquica.
Comentário de Adelino Araujo em 9 junho 2009 às 15:47
Os distubios psicológicos da ansiedade que se manifestam por palpitações são tratados facilmente devem-se a trumas do passado,registos inconscientes. Consiste o tratamento por um bom hipnoterapeita,garanto.lhe que logo seja desuberta a causa os efeitos são superados. Cumprimentos Adelino Araújo
Comentário de IDA MILHEIRO em 26 abril 2009 às 19:38
Tambem eu já tive ataques e epanico e ansiedade. Com a idade aprendemos a controlar essa ansiedade. Segundo as estatisticas há imensas pessoas assim. Cheguei a entrar numa sala de cinema e pensar.... É agora que me vou sentir mal, acabava por sair sem ver o filme. Um bom médico de familia e uns comprimidos de SOS são óptimos. Não deixes que isso te impeça de seres feliz.

Vais ser livre e feliz.
Comentário de Nelson S. Lima em 23 abril 2009 às 12:12
Cara Natacha,
Estou muito à vontade para partilhar consigo a minha própria experiência já que sempre fui dado a sofrer de palpitações desde a minha adolescência. A minha primeira crise - teria eu uns 16 anos de idade - durou uma semana. Chegou de forma repentina e foi assustadora. O meu coração parecia totalmente descontrolado. Não encontrei explicações pois recordo que estava tranquilo e a conversar com um amigo meu quando a arritmia começou. O médico que me observou não valorizou o assunto, o que achei estranho. Depois a crise passou de um momento para o outro e durante anos não voltei a ter esse problema. Até que comecei a ter ataques de pânico em momentos inesperados.
Eu sabia que era uma pessoa ansiosa. É um traço da minha personalidade, de forma que existe uma natural predisposição para uma série de perturbações de foro orgânico como as palpitações, a prisão de ventre, as insônias, etc.
As palpitações são, regra geral, extrassístoles (batimentos extras). Podem ser ventriculares ou supraventriculares, por exemplo. Ao longo da vida (eu já tenho 63 anos) tive vários episódios como aqueles que a Natacha relata. Mas, por vezes, e feliamente, passam-se anos sem nada acontecer.
Mas recordo as 2 últimas crises pela sua duração: uma prolongou-se por 4 meses e era sobretudo constituída por extrassístoles ventriculares (cerca de 500 por dia); outra durou 2 meses seguida de um intervalo de 2 meses sem acontecer nada e, finalmente, regressou em força e durou uns 6 meses (nuca tivera tamanha crise). Daquela vez havia uma diferença: as extrassístoles eram supraventriculares e tinham uma particularidade que me intrigaram (e aos médicos): apareciam sempre à noite, entre as 20 horas e as 24 horas, aproximadamente, o que era estranhíssimo. Isto acontecia todos os dias, onde quer que estivesse. O coração estremecia e desregulava-se várais vezes por minuto. Era o caos!
Fiz, mais uma vez, exames. Os resultados? Bem, o meu coração apresentava-se sempre nas melhores condições assim como a pressão arterial, o colesterol, etc. Ou seja, eu gozava de boa saúde, aparentemente. Mas como podia gozar de boa saúde com tais extrassistoles que me punham em pânico e me faziam correr para as urgências?
Houve um cardiologista que então me disse: isso deve-se ao seu "psiquismo"! Bem, eu sabia que era ansioso mas como podia ter palpitações sem estar nervoso ou andar com qualquer tipo de problemas ou preocupações?
Sem forma de curar as palpitações (cheguei a ter cerca de 600 por dia) decidi estudar o problema. E este, em minha opinião, residiria em emoções inconscientes. Ou seja, mesmo que me sentisse "bem disposto" certamente eu sofreria de indisposição emocional de fundo, um estado inconsciente feito de apreensões, ansiedade, angústia, e até, eventualmente, medos (não sei).
Falei com meu médico e pedi-lhe que me receitasse Valium. Ele concordou e avancei com um programa de tratamento de minha autoria. Devo dizer que resultou e nunca mais tive palpitações. Mais: eu sofria de alguma prisão de ventre (típico nos nervosos). Também curei isso sem tomar nada especial para essa disfunção. Veja então o que eu fiz:
1º Passei a tomar diariamente 10 mg de Valium (5 + 5mg) ou de uma só vez, geralmente a meio da tarde já que as últimas crises manifestavam-se sempre à noite (coisa estranha para o próprio cardiologista).
2º Passei a tomar uns suplementos naturais de tranquilizantes que geralmente baixam um pouquinho a pressão arterial e criam algum conforto. A planta melhor para as palpitações é a crataegus. Vende-se nas farmácias em cápsulas. Tomo 2 de manhã em jejum e mais duas ao deitar.
3º Deixei de tomar café e também vitaminas com ginseng (é um tónico que alguns complexos vitamínicos contêm para dar energia). Ora bem, eu durante anos tomei Pharmaton (vitaminas com ginseng). Troquei de marca e tomo Centrum que não tem ginseng).
4º Tomo meia aspirina por dia (evita a formação de coágulos no sangue; quando se tem extrassistoles deve-se ter esse cuidado);
5º Tomo suplementos de ómega 3 contra o colesterol e alho em cápsulas;
6º Bebo bastante chá de cidreira, bem forte, geralmente ao pequeno almoço e em jejum.
7º Passei a comer muito mais fruta (3 a 4 peças por dia) e, pelo menos, uma ou duas bananas que ajudam a tranquilizar devido ao potássio. Evito gorduras, fritos e outros tóxicos.
8º Mudei de atitude perante a vida: deixei de me preocupar com coisas triviais e passei a viver os meus dias como se fossem sempre o primeiro da minha vida (e não o último).
9º Obriguei-me a mim mesmo a caminhar mais, pelo menos 20 a 30 minutos por dia (costumo fazer isso na hora do almoço e quando posso vou até à beira-mar, já que resido a uns dois quilómetros da praia).
10º Passei a repartir as minhas tarefas de forma a não acumular muito trabalho e com isso entrar em stress.
Resultados: as análises ao sangue estão óptimas, o meu estado geral de bem-estar é muito maior do que há 20 ou 30 anos (!!), a pressão arterial é normalíssima, envolvi-me em novos projectos (o que me animou bastante) e....as palpitações desapareceram. O meu coração bate regularmente, com uma sincronicidade espantosa. Subo e desço escadas sem problemas e mesmo quando me irrito o coração acelera (adrenalina) mas não rovoca palpitações. Quanto aos ataques de pânico, o último aconteceu há uns 15 anos....
Concluindo, quando as palpitações são de origem nervosa ou psicológica, temos é de tratar deste aspecto e não propriamente tratar do coração pois ele apenas é uma vítima e não a causa do problema. Assim, se já foi ao cardiologista e ele garantiu que nada tem no seu coração que justifique as palpitações então a próxima consulta deve ser num bom psicólogo clínico, num neuropsicólogo ou num psiquiatra.
Um aspecto a reter: tudo o que fiz (e continuo a fazer) para travar as palpitações não as curou de uma semana para outra. Durou uns 2 meses até eu começar a sentir efeitos. Primeiro, as palpitações começaram apenas a aparecer com intervalos de dias e em muito menor número, depois foram diminuindo e finalmente não tive mais.
Assim, o meu estado de espírito melhorou, passei a sentir mais confiança no meu coração (às vezes eu pensava que ia morrer tal era a intensidade das crises!!) e tudo isso ajudou à cura.
Também aconteceu uma coisa maravilhosa: eu, que sofria de prisão de ventre desde criança (um incómodo muito desconfortável), passei a ter um trânsito intestinal perfeito.
Pense bem no seu caso, verifique se é uma pessoa nervosa, ansiosa, neurótica, stressada e peça ajuda para controlar essa situação. Mas, mesmo que se sinta tranquila, peça também ajuda. Controle as ansiedades inconscientes, tome tranquilizantes, vitamine-se, ande mais a pé e garanto que as palpitações irão desaparecer. Se o meu caso foi mesmo grave (eu não conseguia trabalhar!) e consegui tratá-lo, por que não acontecerá o mesmo consigo?
Trate-se, já! E não tenha medo. A palpitações de origem nervosa, desde que não haja doença cardíaca, não matam. Pelo menos foi o que o meu cardiologista me disse: "Do coração não vai morrer, pode ficar descansado".
E, lembre-se daquela máxima: "Não há doenças; há doentes", já que cada caso, na saúde, como no resto da vida, é sempre único pois somos personalidades únicas.
Espero, sinceramente, que as suas palpitações sejam vencidas!
Ao seu dispor,
Nelson S Lima

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