
“Teseu ergueu então a enorme pedra antes movida por Egeu, recuperou a espada e as sandálias do pai, e dirigiu-se para Atenas.” in Dicionário de Mitologia
Antes da escuridão ainda virei como um pássaro sem penas mitigar os teus sonhos vãos. Dissiparei o nevoeiro e do alto da montanha, envolto em mistério serei o Anjo negro que te fará Sentir a Senhora das Águas, Dona dos mares, Rainha do céu… Esquecerás essa tua condição de mísera mulher terrena. Do chão se abrirão fendas, como se de um vulcão em extinção se tratasse e a chama do Amor que te leva até mim levantará os teus braços na minha direcção. Serás de novo Mulher. Reinventaremos um novo Éden. Floresceremos este vale, outrora sem verde e agora digno do eterno reencontro com a mãe natureza. Viveremos o que os deuses nos proibiram, de novo me darás a provar do teu fruto e jamais será entoada a palavra Pecado. Um novo livro será escrito. Às velhas palavras reconhecerás sabor e saberás que de todos os frutos, o que fala mais alto ao Sentir é o do Amor quando encontra a paixão. Pela Terra sem dono, árida de Amor, de sentimentos ao abandono, ecoarão hinos sem par que enlouquecerão os que em Vida o seu Anjo, mesmo negro não lhes foi permitido encontrar. Porquê? Simplesmente porque as Almas quando desencontradas temem o grande Amor reencontrar. Pois, nada do que foi dado ao Homem viver poderá o mesmo ignorar.
Saibas, Homem de incautos sentidos que o Pecado dos outros poderá não ser o teu e que todos os que a ele se referem quererão dividir uma nova Ática, em nome de Teseu. Saibas erguer a espada e fazer do Pecado um eidolon do Amor. Nada temas, reinventa novas palavras e ao pecado reveste-o de um novo Sabor, acrescentando-lhe saber.
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