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Trata-se de uma reacção exagerada do sistema nervoso em relação a uma experiência vivida (Reacção Vivencial). Neurose é uma maneira da pessoa SER e de reagir à vida.

A pessoa É neurótica; não ESTÁ neurótica. Essa maneira de ser neurótica significa que a pessoa reage à vida através de reacções vivenciais não normais; seja no sentido dessas reacções serem desproporcionais, seja pelo facto de serem muito duradouras, seja pelo facto delas existirem mesmo que não exista uma causa vivencial aparente.

Segundo os especialistas essa maneira exagerada de reagir leva a pessoa neurótica a adoptar uma série de comportamentos (evita lugares, procura estratégias para alívio da ansiedade... etc).

O neurótico, tem plena consciência do seu problema e, muitas vezes, sente-se impotente para modificá-lo.

Exemplos:

1- Diante de um compromisso social a pessoa neurótica reage com muita ansiedade, mais do que a maioria das pessoas submetidas à mesma situação (desproporcional). Diante desse mesmo compromisso social a pessoa começa a ficar muito ansiosa uma semana antes (muito duradoura) ou, finalmente, a pessoa fica ansiosa só de imaginar que terá um compromisso social (sem causa aparente).

2 - Num determinado ambiente (autocarro, elevador, avião, no meio a multidão, etc) a pessoa neurótica começa a passar mal, achando que vai acontecer alguma coisa (desproporcional). Ou começa a passar mal só de saber que terá de enfrentar a tal situação (sem causa aparente).

A neurose cura-se?


A neurose está muito dependente da personalidade da pessoa, das experiências de vida e do ambiente dentro do qual se movimenta. Ela poderá reaprender a lidar com as situações que habitualmente lhe provocam estados de ansiedade e insegurança.

Ela terá de iniciar um processo de mudança e transformação que a protejam de sentir de forma desmesurada os diferentes acontecimentos da vida. Uma ajuda psicológica por técnico competente poderá ajudar a ultrapassar o problema.

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Comentário de Sol Reis em 23 novembro 2010 às 16:40
iiiiih, preciso de tratamento, descobri que estou neurótica,tenho habilitação mais quando penso em dirigi, passo mal...Bem pelo menos sei que tem cura, isso é bomnão é? Apendo muito com suas publicações,obrigada.
Comentário de ana em 24 outubro 2010 às 0:14
Não está provado clinicamente que a esquizofrenia seja inteiramente de origem genética ...
Comentário de Elizabeth Stolear em 23 outubro 2010 às 21:46
Espero que tenha uma maneira de reaprender, de se auto-reprogramar para não fazer com que essas sensações destrutivas e negativas nos invadam e façam parte da nossa personalidade para sempre. O pior que é a nível inconsciente, não temos como encontrar uma resposta ou caminho fácil na transformação dessas ações. Espero conseguir.
Comentário de Libeli em 1 junho 2009 às 20:11
Quanto a mim a pessoa que sofre de neurose tem haver com o tipo de vida que leva factores que atormentam a mente quer sejam eles actuais ou dos tempos de antanho tem que ter um grande auto-controle para se dominar sejam eles quais os problemas muita força coragem é ajudar-se a si mesma posso dizer que eu tenho essa capacidade tento dar a volta me desculpe a expressão mas vivi no Brasil são certos termos mas que na minha real me ajuda bastante isto para não me levar a patologia.No entanto já tivi várias depressões e graves mas tento sair delas talvez pela expreencia da minha profissão Sou Técnica de Diagnostico e Terapeuta de Análises Clinicas trabahei com todo o tipo de doenças quer mentat e muitas outras e ajudando os nossos pacientes nos encoragamos a nos proprios este é o meu lema e filosofia vida. Us meus cordeais cumprimentos.
Comentário de Nelson S. Lima em 12 maio 2009 às 20:04
Neurose e psicose são coisas distintas. Nas neuroses (ex: perturbação obsessivo-compulsiva, ansiedade generalizada, etc) o paciente tem plena consciência do seu problema e este está frequentemente associado a dificuldades e perturbações de foro emocional e de adaptação (e outras). A psicose diz respeito a perturbações e défices profundos, de que o paciente nem sempre tem consciência plena ou entendimento (ex: esquizofrenia, grave atraso mental, perturbações do pensamento, senilidade, etc.).
Com efeito, há distúrbios de personalidade que são patológicos (ex: a personalidade paranóica, a histriónica ou a esquizoide) e podem ser austeros, com graves implicações nas relações com os outros (imagine uma pessoa com a mania da perseguição ou doentiamente anti-social).
A tipificação permite aos médicos e aos psicólogos confirmar, através da listagem de características, perceber a natureza e a gravidade do problema, podendo estabelecer uma terapia de controlo da situação ou de aconselhamento (caso das neuroses, mais leves e menos graves do que as psicoses).
Há perturbações psíquicas e comportamentais que são passageiras (ex: stress ocupacional) como há problemas patológicos como o distúrbio bipolar, o autismo, o sind. de Asperger ou o mal de Alzheimer que requerem acompanhamento médico.
Enfim, há uma variedade imensa de problemas de foro psicológico (cognitivo, emocional ou social) que têm os seus critérios de avaliação e obviamente exigem ao profissional o cuidado necessário para um diagnóstico sério e rigoroso.
De qualquer modo, há mais pessoas neuróticas do que psicóticas....Até porque as neuroses são mais facilmente tratáveis do que as psicoses, geralmente devidas a problemas de origem genética....(é o caso da esquizofrenia: ela já está instalada no cérebro do bebé quando nasce mas apenas se manifesta mais tarde). Claro que, como em muitos outros casos, o factor ambiental poderá atenuar ou agravar os problemas....
Comentário de Joao Antonio Ramalho em 12 maio 2009 às 18:32
hummm neurose ,neurotico/a.. E então onde encaixa a psicose?? Pque há disturbios da personalidade tipificados e outros não: Origens: várias. Como por ex. nos livros de psiquiatria de há cerca de 20 anos a Homossexualidade ser considerada clinicamente como " doença"...
Estas áreas da mente são muito ainda "desclassificáveis" e a existencia da Tipificaçaõ referem-se regra geral a quadros clinicos extremos e ai encaixa-se as diversas neuroses.
basta ler Damásio :))) E até casos reais.
Bye
Maria Ramalho
Comentário de Nelson S. Lima em 21 abril 2009 às 16:31
Sim, o neuroticismo (um aspecto da personalidade) diz respeito à forma e à intensidade como a pessoa encara os desafios da vida. Um neuroticismo elevado leva a pessoa a reagir com grande apreensão, medo ou ansiedade, por exemplo, em muitas situações.
Quando se diz que uma pessoa está com uma "neura" significará mais uma reacção passageira, um estado emocional temporário, às vezes devido ao stress. Se essa "neura" se repete com frequência parecendo fazer parte da pessoa então talvez ela tenha um elevado neuroticismo.
Comentário de Gazela em 21 abril 2009 às 12:28
Pode-se depreender então que se é, ou não, neurótico, sendo isto um traço da personalidade da pessoa mas que se está com uma neura, sendo a neura um estado de espírito, mais ou menos, passageiro?

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