O nosso mundo, felizmente, vive em constante transformação. Transformação que é sinal de vitalidade, evolução e desenvolvimento. Se assim não fosse, não teríamos sobrevivido como espécie animal. Infelizmente, dada a natureza competitiva e aguerrida do espírito humano, a sociedade também está carregada de problemas que ainda não foi capaz de superar. Uma boa parte do Planeta está a braços com problemas de fome e miséria, desequilíbrios ecológicos, guerras e muitas outras formas de violência e destruição. As doenças relacionadas com o sofrimento emocional são cada vez mais, a depressão ataca em idades cada vez mais jovens. Isto é apenas um sinal de que o nosso mundo, sempre em transformação, tem tido dificildade em encontrar o equilíbrio e, sobretudo, um sentimento genuíno de Paz.
O nosso mundo está numa fase de profunda ruptura com o passado. Fala-se em mudança de sentido, em mudança de paradigma. Mas é uma mudança mais profunda e mais rápida do que qualquer outra vivida em etapas anteriores da Humanidade,
Sim, todos percebemos que o nosso Mundo está mudando depressa. Mas, a grande questão, é: está mudando para onde, em que direcção?
Fala-se no aquecimento global, na ameaça de pandemias, na acentuação dos desequilíbrios económicos, sociais e culturais entre as pessoas e as diferentes nações. A visão do futuro parece mais negra e pessimista do que esperançosa.
Como cidadãos estas questões devem preocupar-nos seriamente e mobilizar-nos para uma intervenção capaz de ajudar-nos na construção de um futuro mais progressista e num futuro mais promissor.
No fundo, todos sabemos qual a resposta: o Mundo necessita reencontrar-se consigo mesmo, regressar aos valores primordiais centrados na cooperação, na partilha e na entreajuda.
O paradigma holístico - o homem, a natureza e o Universo fazem parte de um todo único e interdependente - é a resposta que conduz à paz, ao equilíbrio, à harmonia e ao desenvolvimento em todas as frentes.
Não esperemos que sejam os outros a iniciar o sentido da mudança, ou que sejam os governos a ditar o caminho. É, primeiramente, um trabalho pessoal, individual e intimista. O mundo começará a evoluir para melhor com o empenho inicial de cada um de nós.
Mãos à obra (que não é pequena, nem fácil)!
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