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Iniciado por Rodrigues Silva em O Quotidiano da Vida 17 Ago, 2011.

Acho louvável partilharmos aqui as nossas ideias sobre a educação, ou melhor sobre o actual sistema de ensino que é algo um pouco diferente.
O membro Manuel Carlos perguntou como se poderia sensibilizar a classe docente para o facto das suas práticas serem obsoletas e terem de despertar nos alunos o prazer de aprender.

Parece-me que a esmagadora maioria dos professores está bastante sensível para esse problema e procura actualizar as suas práticas pedagógicas, de acordo com os meios que dispõe (e este pormenor não é de somenos importância), além disso também creio que à partida quem decide ir para professor sempre teve uma vontade inata de aprender, só que, como é evidente, isso não se transmite por osmose.

Se virmos filmes como Os Coristas ou, mais recentemente, A Turma, deparamos com a realidade diária de um professor na sala de aula e o engenho que este tem de ter não só para captar a atenção e adesão dos alunos às tarefas que lhes são propostas, mas também para o fazer de forma legítima perante os seus superiores hierárquicos, muitas vezes cheios de ideias pré-concebidas sobre o que é ensinar e a total ausência da sua prática.
Também os programas são feitos por pessoas que se encontram nas salas do Ministério e que eventualmente já deram aulas, ou tiveram acesso a situações de êxito no ensino que rapidamente procuram impor a todas as escolas, esquecendo-se que cada escola tem uma realidade específica.
É óbvio que tem de haver uma lei de bases, e tem de haver um programa (aliás encontram-se agora em fase de debate os futuros programas para o ensino básico), mas é em cada escola que a adaptação à realidade tem de ser efectuada e respeitada.
Os profissionais de educação ainda são os professores, ou não? Algum de nós vai ao dentista e lhe explica como é que ele deve tratar os seus dentes? Por que motivo os pais, os colegas de outras disciplinas e basicamente todos os seres vivos se arrogam no direito de dizer aos professores como é que eles têm de planificar e gerir o seu tempo lectivo, de forma sistemática e constante? É evidente que há momentos em que todos podem e devem ser consultados, e que deve ser feita uma auscultação do desenrolar das aulas, mas não se pode fazer um diagnóstico a meio de uma terapia, de forma sistemática, invertendo práticas antes de se alcançar resultados.
Nos últimos anos Portugal já foi palco de duas grandes reformas no sistema de ensino, uma em 92 e outra mais recente, esta situação implica, por parte dos professores uma enorme elasticidade e investimento na sua constante auto-formação e reciclagem, muitas vezes para ver que o projecto que se acabou de abraçar afinal ficará em banho-maria (veja-se o caso da introdução da nova Terminologia Linguística para o Ensino Básico numa área tão fulcral como é a Língua Materna).

Não me querendo desviar da pergunta inicial, bastante pertinente, gostaria de alertar para factores que me parecem que nem sempre são tidos em consideração quando se "avalia" o trabalho dos professores.

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E ainda a propósito de educação. Será possível o diálogo entre grupos que se degladiam? Veja-se os comentários de alguns membros do Governo sobre aqueles com quem, supostamente, deveriam querer manter boas relações, uma vez que - e não deveria haver dúvidas sobre isto - classe docente e Ministério da Educação, têm o mesmo objectivo: elevar o nível do sistema de ensino no nosso país.

O problema básico do ensino decorre, actualmente, do facto dos programas estarem totalmente desfasados da realidade económica e empresarial do mundo moderno. Há disciplinas inúteis, há disciplinas que fazem falta (falarei disso posteriormente), há matéria excessiva em determinadas disciplinas, enfim, o sistema está a preparar jovens para uma sociedade que já não existe.
Vivemos na Era da Inteligência, e não na Ea Industrial, o intelecto é o principal valor das empresas e das nações e o ensino continua direccionado para uma formação deficitária, equivocada e desajustada das novas necessidades.
Mesmo com o actual sistema, os métodos estão em ruptura e o insucesso escolar é uma realidade que deve preocupar-nos. Os alunos, com raras excepções, retêm poucos conhecimentos porque continuam a apostar na memorização intensiva em vez do verdadeiro estudo que exije pensar, compreender, etc. (a chamada aprendizagem significativa).
Ou seja, mal irá o nosso país se rapidamente não se mudar a Educação Escolar. Sei que os professores não têm culpa mas talvez pudessem fazer força para que esse problema fosse encarado. Infelizmente, andam "ocupados" com outras preocupações - talvez justas, não sei - mas não podem esquecer a sua responsabilidade como agentes de educação. Deviam ter um papel mais activo na mudança de fundo que se pretende e que não é meramente administrativa.
As empresas, que vivem actualmente num clima de incerteza, necessitam de profissionais talentosos, inteligentes e bem informados.
Enfim, tenho uma lista extensa de queixas sobre esse assunto
Nota: sou pai de 2 jovens no Secundário e fico abismado com o que algumas disciplinas e respectivos manuais contêm como matéria de estudo.
Tem toda a razão. É inacreditável a quantidade de conteúdos que se acumulam nos manuais, por vezes com uma especificidade tal que somos levados a pensar que quem estuda aquilo se vai tornar um perito na matéria em causa.
É ridículo, até porque a maior parte das vezes aparece compartimentada de uma forma excessiva. Apesar disso e porque estamos com excesso de informação na matéria, e esta tem de ser muito bem filtrada, aconselho vivamente a leitura da entrevista de Alice Vieira publicada no Público no passado dia 19 de Janeiro : http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356629 , pois é um retrato muito real do ambiente das escolas.
Este é um artigo que viaja sobre a educação nos útimos anos e vale bem a pena ser lida, apesar de muito mais poder ser dito sobre o assunto...

As escolas estão a tornar-se sítios obscuros!
A maioria do trabalho remunerado no mundo capitalista é obtido nas empresas. Elas constituem a principal fonte de rendimento de muitos milhares de milhões de pessoas. As empresas - públicas ou privadas - vivem actualmente num agitado período de revolução.

Quem estiver a par dessa realidade, verificará que o mundo do trabalho está, por conquência, em evolução. Muito rápida, aliás.

As empresas têm de ser muito mais rápidas a decidir, a inovar, a adaptar-se a novos concorrentes, a novas formas de comunicação, a consumidores mais informados e exigentes, a restrições mais severas (nomeadamente ao nível ambiental), etc.

Por tudo isto, o famoso consultor empresarial Tom Peters descreve o nosso tempo como a "Era Perturbadora" onde muitas das nossas ideias, crenças, práticas e atitudes perante o trabalho estão a necessitar de uma revisão urgente!

REinventar a Educação! URGENTÍSSIMO!

O que se está a passar na vanguarda do mundo está a exigir que a educação seja profundamente alterada. Não com reformas, mas com uma autêntica revolução. É o sector mais atrasado da sociedade. É aquele que tem mais dificuldade em evoluir.

Voltando a Tom Peters. Escreve ele "Eu imagino (aspiro) a um sistema de ensino que reconhece que aprender é natural, que o amor pela aprendizagem é normal e que a verdadeira aprendizagem é apaixonada". Um curriculo escolar que valoriza as perguntas mais do que as respostas...a criatividade acima da regurgitação de factos...a individualidade acima da uniformidade...e a excelência acima do desempenho padronizado".

"Ora, diz ele, o sistema escolar é uma CONSPIRAÇÃO mal disfarçada para eliminar a criatividade". Mais: O SISTEMA DE EDUCAÇÃO É UMA ORGANIZAÇÃO DE SEGUNDA CATEGORIA, ESTILO FÁBRICA, A DEITAR CÁ PARA FORA INFORMAÇÃO OBSOLETA DE FORMA OBSOLETA!

Também Jimmy Breslin, colunista da Newsday, no seu estilo aberto e arrojado, vai mais longe e confessa: "Quando passo por uma CADEIA ou ESCOLA tenho pena das pessoas que estão lá dentro!".

O sistema também enferma de programas obsoletos. Já anos antes o genial Alvin Toffler escrevera que "as escolas não estão conectadas ao futuro dos miúdos por quem são responsáveis". Metade daquilo que as crianças de hoje andam a aprender no 1º ciclo da escolaridade vai ser facilmente executado por robots quando elas forem adultas.

Mas pior ainda é que, de acordo com a opinião de Frank Smith, líder do pensamento educacional e autor do belo livro Insult to Intelligence, "a bomba-relógio em todas as salas de aulas é que os estudantes aprendem exactamente o que lhes é ensinado. DESENCORAJA um grande número de seres humanos de explorarem as coisas de que eles possam realmente gostar" e de que a sociedade do futuro (para onde eles caminham) vai exigir!

Nelson S. Lima (breve enxerto da minha intervenção no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência).
Isto não é uma resposta a nada, mas além de ter graça, dá que pensar...

Situação: O fim das férias.

Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana
puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia
seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e
caganeira.
________________________________________
Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
________________________________________

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas.
Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a
sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
________________________________________

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar,
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste
em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal,
mesmo debaixo de chuva.
________________________________________

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
________________________________________

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante
meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
________________________________________

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho.
A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em
terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por
trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia
de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de
um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e
do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de
propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
________________________________________

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a
averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens
problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a
respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
________________________________________


Situação: Fazias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao
chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai
pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
Eu vou acrescentando o que acho pertinente e por isso recomendo

O mais recente livro do Professor Mário Pinto constitui-se como um contributo decisivo para a ideia de um sistema escolar radicado nos direitos e liberdades fundamentais de educação. Organizado em quatro partes, o autor começa por denunciar a contradição entre um quadro legal que já garante em Portugal os direitos e liberdades de educação e uma prática educativa que persiste na manutenção de um sistema escolar monopolizado pelo Estado; segue-se uma investigação profunda sobre a teoria dos direitos fundamentais e os direitos de educação; a terceira parte do livro inclui uma análise crítica dos argumentos de ordem ideológica que opõem o “pluralismo interno” da escola estatal de projecto educativo alegadamente neutro ao “pluralismo externo” das escolas com projecto educativo definido; finalmente, o autor conclui com um conjunto de reflexões para uma reforma do sistema escolar. Em suma, o Professor Mário Pinto escreveu um livro de raro fôlego intelectual que merece ser adequadamente correspondido com uma leitura cuidada e discussão séria.

Mário Pinto, Sobre os Direitos Fundamentais de Educação, Universidade Católica Editora, 2009

O livro pode ser adquirido nas livrarias ou encomendado à Universidade Católica Editora.
Lançamento IEP-UCP
Em sessão presidida por Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Católica Portuguesa, e com a presença de Rui Machete, autor do prefácio, o livro será apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa e José Carlos Vieira de Andrade no próximo dia 9 de Março, Segunda-feira, pelas 18H00, na Sala de Exposições do 2º Piso da Biblioteca Universitária João Paulo II. Entrada livre. Informações: ana.rodrigues@iep.lisboa.ucp.pt ∙ 217214129.
Para quem esteja interessado, colo aqui a seguinte informação e alerto para o título: Que nenhuma criança fique de fora.

No âmbito do Ciclo de Encontros Reformas Educativas de Sucesso, o Fórum para a Liberdade de Educação está a organizar a conferência No Child Left Behind: O Programa Federal Americano de Educação em Análise, com a participação de Margaret Spellings, Secretária de Educação dos EUA de 2005 a 2009, que fará uma apresentação de fundo sobre os resultados do programa federal de educação a decorrer desde Janeiro de 2002 nas escolas primárias e secundárias americanas. A conferência terá lugar no dia 16 de Abril de 2009, pelas 9H30, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O convite com o programa completo da conferência será divulgado oportunamente.

Pela igualdade de oportunidades
Rua Dr. José Joaquim d’Almeida, 819
2775-595 Carcavelos
Tel.: +351 914290109 Fax: +351 210045852
E-mail: info@liberdade-educacao.org
Website: http://www.liberdade-educacao.org/inicio.htm
E esta, hein!?!





História crua - JESUS ANTECIPOU A REFORMA AOS 33 ANOS



Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo: Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu:

- Temos que aprender isso de cor?

André disse:

- Temos que copiá-lo para o caderno?

Tiago perguntou:

- Vamos ter teste sobre isso?

Filipe lamentou-se:

- Não trouxe o papiro-diário.

Bartolomeu quis saber:

- Temos de tirar apontamentos?

João levantou a mão:

- Posso ir à casa de banho?

Judas exclamou:

- Para que é que serve isto tudo?

Tomé inquietou-se:

- Há fórmulas? Vamos resolver problemas?

Tadeu reclamou:

- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?

Mateus queixou-se:

- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

Onde está a tua planificação?

Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?

E a avaliação diagnóstica?

E a avaliação institucional?

Quais são as tuas expectativas de sucesso?

Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?

Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?

Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?

Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?

E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?

Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?

Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?



Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:

- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.



... E Jesus levantou-se, vestiu a opa, deu as costas e pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...
O PIQUENIQUE DA MINISTRA

A ministra da educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano.
Quando chegou ao local, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco. Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar o churrasco e perguntou:
- O que é que está dentro daqueles sacos?
- É cal, senhora ministra.
- Cal? Mas para quê?
- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!
Intrigada, Maria de Lurdes Rodrigues dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo seu aluno que conseguiu evoluir tirando uma especilização no programa das novas oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal.
Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma. Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.
- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?
- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.
E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada.
O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:
- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ô 2 !
Não resisti à tentação de colocar aqui esta... produção de escrita infanto-juvenil.
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